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OS RISCOS DO RELATIVISMO MORAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Um dos grandes absurdos destes tempos é a insistência de que a moralidade seria algo relativo, ou que não passa de um simples julgamento de valor pessoal e, portanto, um juízo de valor arbitrário. E isso está impregnando o modo como as nossas crianças estão sendo educadas.
O progressismo moderno despreza a existência de certos e errados absolutos e foge da verdade, como um diabo que se apavora diante da cruz.
Com isso, é propagada a ideia, equivocada, de que a moralidade de um determinado grupo (dominante) não passaria de uma tentativa de exercer poder sobre outros grupos, denominados como minorias. Com isso, eles abominam os chamados “julgamentos de valor” ou qualquer tipo de crítica às suas ações.
Com isso, toda uma geração vai crescendo e se desenvolvendo em uma cultura de relativismo, onde a “sabedoria prática” dos mais velhos e existente na cultura, bem como nossa memória social, devem ser desprezadas e, até mesmo combatidas, mesmo que de forma irracional e sem que quaisquer resultados práticos fortaleçam a insanidade desta geração.
O conhecimento antigo se transformou em algo antiquado, ofensivo e opressivo. A palavra virtude passou a ser hostilizada. Esquecem das lições de Aristóteles, segundo o qual as virtudes são apenas comportamentos ou maneiras simples de viver que favorecem a felicidade, em contraposição aos vícios.
Quem fala de virtudes e princípios, passou a ser visto com alguém desatualizado, moralista e soberbo. Alguém que quer dominar as minorias e suprimi-las por pura maldade.
Mas poucos conseguem enxergar o quão absurda é essa ideia e ficam propagando um vitimismo teatral, para não terem que enfrentar as verdades universais, especialmente a chamada lei da colheita, onde não se pode colher frutos distintos daquilo que foi semeado.
Assim, como tudo é relativo, como não há virtudes nem valores a serem perseguidos, tentam basear a nossa existência em sociedade no relativismo moral e na pregação quase religiosa sobre “tolerância”, “coletivismo” e “igualitarismo”.
Sabemos que isso não se sustenta ao longo do tempo. Se não fortalecermos nossas crianças com valores e princípios virtuosos, o futuro que nos aguarda será bastante sombrio, inclusive para essas minorias que tanto lutam contra o “sistema”.
Por Giuliano Miotto, advogado, presidente do Instituto Liberdade e Justiça e autor da Turminha da Liberdade